sábado, 18 de junho de 2011

Ria de Aveiro

A Ria de Aveiro extende-se desde Ovar até Mira e é o resultado do recuo do mar, por isso se chama Ria pela água salgada, se fosse água doce seria Rio.

Em tempos formou-se uma laguna de lixo, constituiu um dos mais importantes e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa.
Com cerca de 20 milhões de hectares permanentemente alagados, desdobra-se em 450 importantes canais ramificados em esteiros que circundam inúmeras ilhotas. Nela desaguam o rio Vouga, o Antuã, o Boco e o Fontão, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e São Jacinto, permitindo o acesso ao Porto de Aveiro, de embarcações de grande calado.
A Ria de Aveiro é bastante utilizada para fins turísticos, nomeadamente através dos seus passeios de barcos moliceiros pelos canais da cidade que cada vez mais é conhecida por Veneza de Portugal.

Mercantel ou Saleiro

Em tempos o barco mercantel navegava na ria de Aveiro com tinha a árdua função de transportar produtos agrícolas, mercadorias, ou produtos acabados, matéria-prima para abastecer as fábricas da região, madeira para as caldeiras, o sal, entre outros. Era um barco de carga que abastecia as localidades ribeirinhas. Atualmente, serve o turismo regional, transporta pessoas em viagem de lazer ... um fim mais luxuoso... Como diz um antigo arrais, "antigamente era um barco de carga, agora ricos e pobres passeiam nele" nos já tradicionais passeios de barco pelos 4 canais principais da ria de aveiro e mesmo para passeios que se fazem passando as Eclusas e Comportas no final do Canal das Piramides.
Como meios de propulsão utilizava no passado tal como o moliceiro a vela, a vara e a sirga, mas hoje desloca-se com muito mais facilidade com um motor fora de borda normalmente de 25CV.
Hoje em dia o Mercantel serve ainda para transportar o sal das Marinhas do Sal que se situam em ilhotas, no meio da Ria de Aveiro, pois só desta forma é possível chegar lá e carregar o sal que lá se produz. Podendo carregar 12 Toneladas de carga este foi e continua a ser o verdadeiro "camião da Ria de Aveiro".

Ecomuseu Marinha da Troncalhada

O ecomuseu da Marinha da Troncalhada abre as portas ao público sempre de Março até Outubro, retomando aquela que foi uma das principais atividades económicas da região: a safra do sal. Durante muitos anos, as marinhas de sal foram uma das principais imagens de marca da região de Aveiro, quer pela importância que assumiam em termos económicos quer pela própria paisagem que proporcionavam, e que tantas vezes foi retratada por pintores e fotógrafos. Na década de 80, o número de marinhas de sal em Aveiro ascendia a 275. Chegaram a ser cerca de 390 registadas atualmente, restam apenas oito para manter viva a atividade e a tradição do salgado aveirense. É entre as "resistentes" que encontramos a Marinha da Troncalhada, que, desde a década de 90, está transformada em ecomuseu.

Na marinha, onde a Câmara Municipal de Aveiro decidiu cumprir o objectivo duplo "preservar o método tradicional de produzir o sal e dar a conhecer o que é o sal marinho", conta-se a história daquela que foi a vivência das várias centenas de Marnotos que cuidavam das marinhas da região. João Banca é um dos poucos que ainda se mantêm fiel à arte e atualmente, fá-lo com uma dupla responsabilidade. É a este Marnoto que compete manter a produção de sal no ecomuseu aveirense, para que os visitantes possam acompanhar todos os passos da actividade ancestral.

De Março até Junho, os visitantes não vêem produzir o sal, mas acompanham o processo de limpeza das marinhas e da reconstrução dos muros. Por esta altura, explicamos como se faz o sal e convidam se as pessoas a observarem a fauna e a flora deste local. A partir de Junho, Julho, já se pode ver in loco a cristalização do sal, esta é uma das fases que mais atraem os visitantes. Especialmente os mais novos, pois adoram tocar no sal.
Os passeios de barco Moliceiro na Veneza de Portugal pelos canais da Ria de Aveiro contemplam este Ecomuseu que é um ponto de paragem obrigatório para todas as empresas que disponibilizam este tipo de serviço.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Moliceiro


Moliceiro é o nome dado aos barcos que fazem os passeios na Ria de Aveiro, cada vez mais conhecida pela Veneza de Portugal, ir a Aveiro e não fazer este passeio já não é a mesma coisa especialmente para quem ainda não o fez, 45 minutos passam a voar quando passeamos pelos canais da cada vez mais conhecida Veneza de Portugal.
Esta embarcação era originalmente utilizada para a apanha do moliço, mas atualmente apenas usada para fins turísticos, pois a atividade da apanha do Moliço para ser utilizado como um fertilizante para as terras está em vias de extinção por estas alturas.
De entre os barcos típicos da região, o moliceiro é considerado o mais elegante; apesar da decoração colorida e humorística, era um barco de trabalho para a apanha do moliço, o qual era a principal fonte de adubagem nas terras agrícolas de Aveiro.
É construído em madeira de pinheiro. Os moliceiros têm uma proa e uma ré muito elegantes que normalmente estão decorados com pinturas que ridicularizam situações do dia a dia. O comprimento total é cerca de 15 metros, a largura de boca 2,50 metros. Navega em pouca altura de água. Como meios de deslocação usava uma vela, a vara e a sirga, contudo hoje são utilizados motores fora de bordo para os fazer deslocar.